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Amor. Palavrinha egoísta, se analisada com cautela. Quando amamos de uma maneira carnal, só é possível amar a um (ou a uma). Se amarmos mais de um (ou uma), pode ter certeza: não é amor. Afinal, como eu já disse anteriormente, o amor é egoísta.

E, analisando mais cautelosamente, podemos constatar como algo egoísta pode ser tão belo. Algo tão bucólico, tão puro… E individualista. Talvez seja nesse egoísmo, nessa individualidade, que more a pureza e o bucolismo.

Aprofundando mais um pouco, se é que me permite, podemos chegar a constatações estereotipadas. Bucolismo e Egoísmo: coisas distintas que, juntas, se completam, formando, assim, o amor. É o que dizem: o amor incide (se é que posso usar tal construção) quando dois indivíduos se completam. E, pelo menos a meu ver, dois sujeitos se completam a partir do momento que têm coisas díspares para compartilharem… Compartilhar. Mais uma palavra que se opõe à palavra egoísmo; e, mesmo assim, anda de mãos dadas com ela – pelo menos no amor.

Porém o amor, como bom egoísta que é, gosta de ser artificioso. Gosta de, desprevenidos, nos pegar. Afinal, é mais fácil assim – é mais simples a flecha do cupido nos acertar quando estamos com a guarda abaixada do que quando estamos esperando algo e, inconscientemente, levantamos o escudo.

E foi dessa maneira, artificiosa, que ele quis me apanhar. Se ele conseguiu? Você sabe melhor que eu. Se não tem ciência, deveria não só tê-la, como ter a incondicional fidúcia disso.

O amor me apanhou de jeito, rapaz. Sem balancear, sem mesmo até mirar, sem ambicionar, entrou no meu coração e se abrigou por lá, como se finalmente tivesse achado sua morada definitiva. Fazia um tempo que ele, o meu coração, não sabia como era ter o amor concupiscente dentro dele. Tantas decepções, tantos votos contra, tantas investidas baldadas… Ele estava realmente desistindo, desobrigando-se de acreditar que isso podia ser real, que isso podia acontecer de novo, que isso podia ter alguma força pra continuar.

E foi você, somente você, que mandou uma mensagem curta e direta pra ele, sem titubear. Mostrou a ele que ainda há esperanças, que ainda há oportunidade de existir algo bonito. Que o amor existe… E que é infindável enquanto existe.

A felicidade foi bem grande, devo dizer. A batida dele, antes desengonçada e sem ritmo, agora batuca novas canções, ritmos novos… Ele está experimentando coisas novas, sabe disso, e espelha isso como se estivesse dançando junto com o seu coração, como se o nosso coração fosse um só… Colados.

Sinto-me conexo a você. Cada passo meu é como se fosse um passo seu. Cada palavra minha é como se fosse uma sua. Em cada momento de solidão, desejo sua presença ali, a de mais nenhuma pessoa. Pensar em você é confortante, pensar no seu carinho é confortante. Pensar que tem alguma pessoa, mesmo distante, que pensa em mim com uma intensidade teoricamente alienada (não que isso seja ruim, afinal, eu também penso com uma veemência insana) é mais do que confortante.

Eu te fiz prisioneiro dos meus pensamentos, dos meus desejos – confidenciais e públicos. Fiz com orgulho, com prazer. Fico feliz que o primeiro pensamento que vem a minha cabeça quando acordo é você – a sua imagem, o seu ser, o seu espírito. Imagino você tentando me acordar, puxando-me da cama por não querer abrir os olhos… Dando tapas na minha cabeça e me beliscando até que, finalmente, eu desperte.

Fico olhando pro nada tentando, apenas tentando, arquitetar minha rotina com você – se seria realmente uma rotina, ou dias seguidos de mais dias, com tanta coisa nova pra se descobrir e viver em cada dia que a palavra “rotina”, pelo menos no seu significado conotativo, entraria em desuso no nosso vocabulário.

E é nessa rotina, se é que ela iria existir e ter o real significado conotativo de rotina, que eu queria viver com você – o guri que achou a chave do meu coração e a abriu sem medo. Sem achar que era uma caixa de pandora que iria destruir o mundo. Obrigado pelo voto de confiança.

Agora, depois de tanto, resumo-me dizendo: Eu Te Amo. Nunca duvide disso quando eu disser. Acredite: se um dia a chama apagar (coisa que pode acontecer, mas eu não creio que vá acontecer), eu te falarei – não serei dissimulado a ponto de dizer algo que não sinto, e quero que saiba disso. Espero que tenha conseguido mostrar um pouco do que sinto e do que acho de você com esse texto.

Agradeço por ter entrado na minha vida. Você deu mais cor aos meus olhos ressecados e cansados. Agradeço por ser tão espontâneo e verdadeiro comigo. Agradeço por não ter medo, nem mesmo vergonha, de falar do que sente. Agradeço por me completar com suas particularidades. Agradeço por me amar com a mesma fervura que eu te amo. E espero que você tenha a mesma visão, a mesma opinião que eu tenho. Agradeço por ser essa pessoa maravilhosa que é…

Agradeço por ser Você. Aquele que eu amo.

~ por Caio Spaolonzi em Fevereiro 26, 2009.

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