Àquele Homem.

A ânsia por mais uma golada do sexo.
O sexo nunca fora seu melhor amigo. Tinha uma cabeça tão infantil que o sexo lhe parecia algo distante – logo, quando o fazia, não tinha certeza do que estava fazendo, se aquilo era correto, certo.
Porém, depois de algumas latas de sua bebida alcoólica favorita, precisava de sexo.
Abre a calça…
“Sexo não. Amor.”, repetia para si. Não era o simples ato sexual que ele queria. Tinha uma pessoa específica que ele desejava. Mas ela não estava no alcance de suas mãos. Não por ser melhor ou pior que ele, pelo contrário. Completavam-se muito bem, sabiam coisas um do outro só pelo olhar… Mesmo com pouco tempo de convivência. Mas, às vezes, a distância pode atrapalhar o que o destino nos reserva. Incrível como a tecnologia consegue quebrar barreiras como o destino.
Tira a calça….
Pensava nele, somente nele. Mais um imaturo amor homossexual. Pensava nos lábios, nos olhos, no nariz… No cabelo levemente despenteado.
Acariciando por cima da cueca….
Sabia que com aquele podia ser feliz. Pela segunda vez na vida teve certeza que aquele era o garoto certo. O primeiro ainda estava em seu coração, mas ele sabia que não pertenciam mais um ao outro.
Cueca no chão, movimentos intensos…
Não sabia se algum dia seria feliz – amorosamente falando. Não sabia o que Deus, se é que ele acreditava em Deus, queria dizer com tudo aquilo. Era coisa demais pra assimilar ao mesmo tempo. Tanta coisa em vão, jogadas num muro para ser discutido depois.
Quase lá….
O segundo certo, o primeiro com tanto tesão.
Quase lá….
A bebida fazia com que ele estivesse próximo.
Quase lá….
Não sentia seu toque, mas sentia sua respiração próxima.
Quase…
Queria aquele homem, HOMEM, pro resto de sua vida.
Queria. Queria. Quase… Quase lá… Queria aquele Homem, ah, como queria… Quase lá… Quase lá…. É. Queria.

:O Sem comentários e ponto.
Aff, amei, e vou parar de entrar aqui senão vai constar no meu atestado de óbito: “inveja aguda”.
Há coisas na vida que não devem ser ditas e sim sentidas intensamente. Há outras que quando se são expressadas graficamente se tornão belas e complexas palavras que são ditas na mente com a maior volúpia inocente que possa existir. O prazer moral de senti-las se torna algo viciante, então, tome cuidado.
achei esse melhor que o outro :B keep up the good job.
Posta outro caralho. mad/
Acho que já li algo bem parecido em algum lugar, rs. Mas caprichou, jamais me passou pela cabeça que você estivesse escrevendo tão bem - não que você fosse ruim, mas é que sua narrativa cresce visivelmente. E ponto final.